5 de junho de 2012

O amor homossexual de Davi por Jonatãs

No capítulo 18 do primeiro livro de Samuel, temos um bonito relato do amor de Jônatas, ou Jonatã (filho do Rei Saul) por Davi, o franzino rei que derrotará o gigante Golias. Sempre que alguns tentaram ver nesse episódio, sinais de um amor homossexual, logo os defensores da moral se apressaram para desmerecer as insinuações. Não nos cabe dizer qual tipo de amor que os ligava, no entanto, não nos parece impossível que pudesse ter havido realmente, algo maior que amor de simples amigos:


"Ora, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas ligou-se com a alma de Davi, e Jônatas o amou como à sua própria alma. E desde aquele dia Saul o reteve, não lhe permitindo voltar para a casa de seu pai. Então Jônatas fez um pacto com Davi, porque o amava como à sua própria vida. E Jônatas se despojou da capa que vestia, e a deu a Davi, como também a sua armadura, e até mesmo a sua espada, o seu arco e o seu cinto."


Somos informados ainda que Davi achava-se angustiado pelo seu irmão Jônatas. A palavra "irmão" era comumente empregada entre amantes, razão pela qual se torna difícil avaliar em que sentido a bíblia entende o amor desses dois personagens: " Tu me eras tão querido! - conta Davi ao lembrar do amigo - Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres."


Parece que Saul suspeitava de um amor homossexual entre seu filho Jônatas e Davi, por isso decide matar o suposto amante do filho. Tomado de violência cólera, diz na frente do filho e de seus servos, que já sabe de seu envolvimento com o filho de Jessé, e que isso representa uma vergonha para sua mãe e toda a família. Vergonha por quê? Parece mesmo que os dois eram amantes, e disso o velho Saul e toda corte já sabiam. Ao saber que o amigo corria perigo, Jônatas foi ao seu encontro avisá-lo para que partisse. É dito que ao ver Jônatas chegando, Davi curvou-se como era costume, e ambos se abraçaram em prantos. Há uma versão que aponta que além de abraços, também se beijaram ( possivelmente no rosto, como era costume).


Sabemos por historiadores, que não era tão incomum casos assim, naqueles tempos. Os homens passavam muitos meses e anos na guerra sem ver as famílias. Quando um sacerdote indagava a Davi, se estava se abstendo de mulheres, disse que sim. Ele e todos os seus soldados. E era bem comum soldados terem seus amantes. Talvez Davi e Jônatas viveram um belo romance, e isso não seria nada estranho, apesar dos protestos dos conservadores. Mas é o leitor quem deve decidir. 



Fonte: www.pensarporsi.zip.net

26 de maio de 2012

O Clamor da Juventude da Amazônia

 Por Frei Everton Lopes, OFM



Ó Senhor da vida, atende o clamor da juventude da Amazônia!
Por todos os cantos dessa imensa Amazônia
Os jovens clamam por liberdade
Dignidade e direito de viver.


Abraça Senhor, os jovens, vítimas da violência
Dá-lhes a esperança, a fé e o amor
Derrama sobre eles a misericórdia e a compaixão
Que nos seus caminhos a Tua presença seja força e alento.


Que a Tua palavra os fortaleça e proteja
Porque o Teu amor é mais forte do que as armas
Livrai-os da violência e do extermínio de jovens
Dá coragem a todos os que trabalham junto aos jovens.


Doador da vida plena, manda luz, força e perseverança
Aos missionários e missionárias da Família Francisclariana da Amazônia
Às famílias e organizações para continuarem firmes
Na tarefa de cuidar dos nossos jovens desta imensa Amazônia.


Ouve Senhor, a dor ofegante do povo amazônida
Que o extermínio dos jovens, vítimas da violência, do tráfico e
da prostituição
Não lhes tire jamais a alegria de sonhar
Por um mundo e uma Amazônia de paz, justiça e solidariedade
Ó Senhor da vida, que criastes toda a humanidade
Para amar, perdoar e servir
Derrama sobre os jovens
Vida digna, e a esperança que resiste ao mal.


http://www.facebook.com/everton.lopes.7771
*Religioso Franciscano da Custódia São Benedito da Amazônia.
Licenciado em Filosofia pela Faculdade Salesiana Dom Bosco – Manaus – AM.
Pós-graduado em Bioética pela PUC-RIO em parceria com a PAV de Roma e CNBB. 
Concluindo o 4º ano de teologia pelo ITEPS – Manaus - AM
E-mail: evertonlopes.pauxis@gmail.com


CONFISSÃO

É a manifestação dos pecados ao sacerdote autorizado, para receber o perdão de Deus. Nisso consiste o ato central do sacramento da reconciliação, instituído por Jesus Cristo. Um osso duro de roer para os "evangélicos". Para eles a Confissão não passa de uma invenção da Igreja Católica. Teria sido o Papa Inocêncio III, em 1215, no IV Concílio Lateranense, a inventá-la. Imaginem só...

1. Pergunta:
NÃO É SÓ DEUS QUE TEM O PODER DE PERDOAR OS PECADOS? VOCÊ ME PROVARIA, COM A BÍBLIA NA MÃO, QUE DEUS DELEGOU AO HOMEM O PODER DE PERDOAR OS OUTROS, SENDO ELE PRÓPRIO PECADOR?

Resposta:
Tem razão: o poder de perdoar os pecados compete só a Deus.( Mc. 2,5-7). Mas saiba:
Se um belo dia, o bom Deus e pai tivesse tido a brilhante idéia de aplicar tal poder valendo-se de "pobres homens pecadores"( a homens entregou o próprio Evangelho), você teria algo em contrário??? E foi o Ele fez, meu amigo. Está claríssimo no Evangelho que Jesus prometeu aos apóstolos as CHAVES DO REINO, com o poder de ligar e desligar, que, quais que sejam as sutilezas do original grego, indica o poder de perdoar. (Mateus 16,19 e 18,18).

2. Pergunta:
PROMETEU...E MANTEVE A PROMESSA??

Resposta:
Claro. Na noite do domingo de Páscoa (Jo 20,21-23) Jesus apareceu ressuscitado aos apóstolos e, num rito breve mas solene, disse: "Assim como o Pai me enviou a mim, também eu vos envio a vós". Tendo dito essas palavras, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, serão retidos". ( As pequenas variantes em diferentes textos gregos não alteram o sentido).


 3. Pergunta:
- MAS AÍ NÃO SE TRATARIA DO PERDÃO COMUM, DE HOMEM PARA HOMEM? ENFIM, DO PERDÃO AO PRÓXIMO??

Resposta:
Negativo. No perdão ao próximo não existe a faculdade de "perdoar"ou "não perdoar": a ordem de Jesus é de perdoar sempre, até aos que nos odeiam, estejam ou não arrependidos.(Mt 5, 43-44 e 18, 21-22). Aqui se trata de aplicar o perdão de Deus: um perdão do qual o sacerdote(como sucessor dos apóstolos) não é o dono: e sim "administrador". Ora, o administrador deve respeitar as regras do dono: exigir as condições que ele exige. E quais são as condições que Deus requer para perdoar? São duas: que o pecador esteja "arrependido"e "reconheça os seus pecados".

Agora, diga-me: Como poderia o sacerdote verificar a existência das duas condições, sem entrar em diálogo como o pecador? E esse diálogo, meu amigo, é a "tal confissão". Nem mais nem menos.
Pergunta: 
- DE MODO QUE NÃO PODERIA ALGUÉM DESPREZÁ-LA E AJUSTAR SUAS CONTAS DIRETAMENTE COM DEUS?

Resposta:
Se assim fosse, Jesus teria instituído inutilmente a Confissão. O homem escolheria sempre o caminho mais cômodo. E acho que não é no costume de Deus fazer coisas inúteis. Você acha?

MAS AJOELHAR-SE DIANTE DE UM HOMEM??

RESPOSTA:
Ninguém é obrigado a ajoelhar-se, e quando o faz, é diante de Deus que entende prostrar-se. Quem prefere, pode ficar de pé ou sentado. Eu gosto de fazer minha confissão perambulando, ao lado do coirmão sacerdote, nas horas silenciosas da tarde...
O puro necessário para lhe provar, na base da história, que a Confissão existia bem antes de 1215. Só três testemunhas da IGREJA ANTIGA, entre as mais de vinte.



  1. - S. Cesário de Arles (470-542), escreveu: "Se quereis escapar à eterna condenação, confessai-vos sinceramente do mais íntimo dos vossos corações e cumpri a penitência que o sacerdote vos impuser"( Serm.251)
  2. - S. Paciano de Barcelona (390) explica que, sim, quem perdoa os pecados é Deus, mas o que Deus faz por meio dos sacerdotes, o faz por seu próprio poder. ( Epis. ad Symp. 1,6).
  3. -S. Ambrósio (340-397) declara que os sacerdotes perdoam todos os pecados, não em seu próprio nome, mas como ministros e instrumentos de Deus. ( De paen. 1,2).

Só isso. Como você pode notar, a Confissão existia muito antes do PAPA INOCÊNCIO III: ele só a disciplinou e incentivou. Quem a inventou foi o próprio Senhor Jesus Cristo.

16 de maio de 2012

Oração ( ou reza? )

Vermelho ou encarnado? Um termo vale o outro, com diferença que "vermelho" é da língua literária, "encarnado" da língua popular.
Igualmente, "oração" é palavra clássica, ao passo que "reza" é da língua caseira. Mas significam a mesmíssima coisa: "Elevação da mente e do coração à Deus, para o adorar, agradecer e pedir-lhe as graças de que necessitamos". É isso que Deus quer: não lhe interessa o som das palavras, diferente nas várias línguas.
Digo isso, àqueles irmãos que, destituídos de um mínimo de cultura, fazem das duas palavras "oração"e "reza", um cavalo de batalha.:"Nós oramos, os Católicos rezam: logo, os católicos estão errados".  (como se fossem juízes...)
Digo-lhes que "oração""orar" (sem necessidade de remontar ao hebraico "Or" (luz), são palavras originadas do latim, língua de Roma e, portanto, língua legítima da Igreja Católica: (Oratio, orare). Digo-lhes que, pelo menos até a aparição dos primeiros Protestantes (1520), foram de exclusividade nossa, na liturgia da Igreja ocidental. Querer vender-nos o que é nosso é crime de estelionato...rs.
Até ontem, quando a Missa era em latim, assim como ainda hoje em boa língua portuguesa, o termo clássico era de uso comum. Por que não verificam? Entrem em qualquer igreja Católica, durante a Missa para os adultos e ouvirão, mais de uma vez, o convite do celebrante: "Oremos!" E, uma vez, o solene: Orai irmãos, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai, todo poderoso". Para as crianças, prefere-se "reza, rezar". É língua caseira, mais compreensível, para elas.

O Dinheiro

No mundo de hoje, o dinheiro pode ser fonte de desequilíbrio. Dinheiro em excesso ou falta, passou a ser fonte de desarmonia. O dinheiro em si não é bom nem mau. O uso que fazemos dele é que pode ser ser para satisfazer as paixões do ser humano. Então, ter dinheiro por orgulho, para o prazer da carne, ou, egoisticamente, para comprar o poder na corrupção sempre é desastroso. O uso do dinheiro para edificar as famílias, curar as doenças com remédios ou aplicar na educação dos povos é louvável. 


Pobre é quem só tem dinheiro! Além da matéria temos a beleza da arte, a paz de espírito, a simplicidade das crianças e a sabedoria dos idosos. 
Caixão não tem gaveta. E mortalha não tem bolso. Tudo passa!


No final será você e Deus e o Amor que ficou na Caridade do dia a dia. 


                           

                                                                                                     Paulo Roberto Girão Lessa. Fortaleza/ Ce